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Transformadores

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Post 145

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou Engenheira de Pesca e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente, estou como freelancer fazendo assessoria a projetos e pesquisas e buscando reintegrar no mercado de trabalho.  Minha atuação profissional é marcada pela participação nas organizações da sociedade civil, sobretudo em questões que envolvem a gestão costeira, assistência técnica e extensão rural e, mais recentemente, na inclusão de catadores e catadoras na coleta seletiva. Realizando processos que atuam no cotidiano de agricultores (ocupados ou assentados), pescadores artesanais e catadores de materiais recicláveis, construindo com eles soluções tecnológicas e organizativas para o seu trabalho, seja como técnica ou com a elaboração e gerenciamento de projetos. Desenvolvo uma estratégia de acesso a renda, por meio do Coletivo Telas – Coletivo de Mulheres Trans e Travestis Empreendedoras, no sentido de dar visibilidade aos produtos e serviços oferecidos por nós, criar conexões entre mulheres trans e travestis empreendedoras, construir uma estratégia de economia solidária. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? A maior conquista, sendo uma pessoa trans foi poder concluir um curso superior e um mestrado em uma área (agrárias) onde sou a única pessoa trans que conheço. Entretanto, por ser majoritariamente cis, o acesso ao mercado é bem restrito, constituindo o maior desafio. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Ser travesti, infelizmente, tem sido um dificultador não apenas no acesso, mas na manutenção em um trabalho. A transfobia, enraizada no nosso meio social, é um desafio que atravessamos também no cotidiano das empresas, organizações e instituições, ainda que de modo velado. Em alguns espaços, sendo a única pessoa trans, era difícil conversar sobre isso e propor um ambiente mais ameno. Afora o sentimento de desconfiança que os próprios colegas de trabalho cultivaram por preconceito. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Precisamos abraçar o desafio de incidir nas políticas públicas específicas para o nosso grupo social, não apenas na inclusão à cidadania e questões de saúde (onde estão situados a maioria dos projetos voltados a nós), mas também na questão do acesso a escolarização, formação profissional, acesso e manutenção no mercado de trabalho. Para a sociedade, qual recado você deixaria? As habilidades e competências de uma pessoa, não se define por sua identidade de gênero. É preciso criar oportunidades, apoiar pessoa trans e travestis. INSTAGRAM COLETIVO TELASE



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