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Transformadores

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou Engenheira de Software na Sumup. Formação incompleta em matemática e, antes da transição em 2002, ocupava um cargo de consultora em um grande player de telecom. Transicionei em 2007 e demitida em 2011 após ser rebaixada de função. Depois foram 6 anos de incertezas vagando entre alguns trabalhos de desenvolvimento de sites, fotografia e vendendo salgados na praia. Voltei ao mercado formal em 2018 como DevOps e hoje em 2020, atuo como Engenheira de Software em um player de maquininhas de cartão. Minha câmera fotográfica doei para outra mina trans seguir um projeto dela e hoje me dedico a o que gosto de verdade: programar. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Minha real conquista foi meu estado emocional, acredito que sou uma pessoa muito mais resiliente que as demais pessoas cis, pois tive que recomeçar tantas vezes do zero e sempre mantendo a cabeça e foco no lugar, que isso me fez muito forte. Digo que, para determinados quesitos na minha vida profissional, estar TRAVESTI AMARELA em um lugar predominantemente MACHO e BRANCO como área de T.I., é um grande desafio de ocupação. Sinto que ainda é muito cansativo eu ter que estar sempre provando aos outros que sou capaz e que estou apta a realizar certas funções. Mas ao contrário dos demais, tenho uma capacidade de lidar com as frustrações no caso de projetos que não dão muito certo. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? O que é dificultador é o CISTEMA opressor. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Foquem naquilo que te faz sorrir e vai em frente! Se eu consegui, você também conseguirá! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Aceita que dói menos LINKEDIN



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