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Transformadores

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Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Relações Públicas, estagiária de Insight e analytics no Google. Tenho origem em uma família humilde do bairro São Miguel Paulista zona leste de São Paulo. Meus pais, que não tiveram interesse nem incentivo para completar os estudos, não tinham referências para me incentivar a prosseguir nos estudos. Quando terminei o ensino médio, assumi minha transexualidade e um grande desafio estabeleceu-se : como conseguir um emprego. Comecei a trabalhar em um salão de beleza, onde fui cabeleireira por dez anos. Mesmo com um emprego estável, uma carreira pela frente, sentia que tinha potencial para ir além, que eu merecia mais, que poderia fazer algo grandioso e ir além do que meus pais foram nos estudos. Primeiro fiz um curso técnico de moda na Etec Tiquatira Centro Paula Souza, que durou um ano e meio. A experiência foi muito além do que eu esperava, estar em ambiente escolar, trocar ideias, conhecer novas pessoas e oportunidades me fez pegar gosto pelos estudos. E este prazer por estudar, levou-me ao próximo passo, o curso de Relações Públicas, na Faculdade Paulista de Comunicação. E as minhas expectativas a cada semestre são atendidas, porque estou tendo a oportunidade de desenvolver muitas habilidades comunicacionais. Fui representante de sala durante dois semestres, estive a frente de todos os projetos semestrais como líder de grupo, ganhando algumas premiações entre elas ideia inovadora, melhor planejamento de Relações Públicas. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Atualmente, faço parte do projeto Prosseguir que tem como propósito ajudar jovens negros a continuar na Universidades e também desenvolver a consciência de classe e racial no Brasil. Faço parte da primeira turma do Next Step programa de estágio do Google Brasil voltado para o público negro e sou voluntária na agência experimental da minha faculdade RP Lab. Eu diria que o maior desafio pra mim é ser a única em muitos espaços privilegiados e não ter nenhuma referencia para trocar experiencias similares, ser trans exige muita resiliência a todo momento somos desafiados, invisibilidade ainda lembro do dia que fui ignorada no elevador por dois executivos e os mesmos só falaram comigo após uma diretora entrar e me apresentar só então eles realmente me enxergaram. Mesmo alcançando muitos espaços ainda a sociedade finge não nos ver esse é o maior desafio ser vista e ouvida nos espaços que ocupo. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Ser uma pessoas trans é muito difícil, somos o único grupo de pessoas que já tem profissões preestabelecida quando eu não quis seguir esse caminho que a sociedade julga ser o único caminho que é trabalhar com beleza, estática ou moda. Fora essas opções as portas são fechadas e muito complicado de entrar e ser respeitada ainda hoje pessoa julga mulheres trans como pessoas que não tem educação e de caráter duvidoso. Eu tive que mostrar em todos os lugares que passei que merecia a confiança e o respeito de todos. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Lutem por seus sonhos, conquiste seu espaço, não se limite por causa de outras pessoas, você é potência, nós somos potencia. Lembre-se estamos juntes sempre haverá alguém para ajudar na sua evolução crie redes de apoio caminhar junta é sempre melhor que só. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Parem de ser egoístas, não estamos roubando lugar de ninguém estamos pegando nossa parte de direito, merecemos lugar a mesa como todos as pessoas. Respeite mais a diversidade a humanidade é composta do diverso isso que nos torna únicos e especiais no mundo. LINKEDIN INSTAGRAM https://www.facebook.com/watch/live/?v=1115369648832756&ref=watch_permalink https://www.youtube.com/watch?v=-IqE4pm6MK0&fbclid=IwAR0FMYJWGI1V1Tb32mq0YEA0e67mvmI9U5uwxf8uOOJ4bjvZgATLdqt7l34



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