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Transformadores

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Post 197

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Formada em Comunicação Social – Jornalismo e ocupação repórter. Antes da transição passei pela Editora Astral, selo responsável pela produção de mais de 60 revistas de diversos segmentos e também pela afiliada da Rede Record em Santa Catarina, produzindo matérias e reportagens para o segmento online. Nesse mesmo lugar resolvi comunicar minha transição, após uma promoção, e algumas horas depois fui demitida. Achei que minha carreira tinha acabado e não havia espaço para uma jornalista trans nos veículos de mídia. Consegui me reerguer e “recomeçar” minha carreira com trabalhos como repórter freenlancer em veículos como Ponte Jornalismo, Congresso em Foco e Elle Brasil e isso foi o combustível que precisava para voltar a acreditar em mim e no meu trabalho. Hoje atuo como repórter colaboradora para o UOL, sou produtora de um podcast no Hypeness e também repórter de um veículo no Espírito Santo. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? O maior desafio, sem dúvidas, foi conseguir me recolocar no mercado e conquistar meu espaço sendo uma mulher trans. Por diversas vezes pensei que minha carreira estava acabada e não havia espaço para mim. A maior conquista, da mesma forma, foi ter conseguido reconquistar esse espaço, me colocar em evidência, escrever para os maiores veículos do país e sem dúvidas poder assinar meus trabalhos sendo eu mesma, pela forma que me identifico. Foi muito marcante também, como uma mulher trans, ser chamada para palestrar na Semana de Jornalismo de uma faculdade de Santa Catarina. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Sem dúvidas foi extremamente dificultoso. Infelizmente logo após comunicar minha transição eu perdi o emprego no veículo que já trabalhava há quase um ano e havia acabado de ser promovida. Também foi um dificultador no processo de me recolocar no mercado, mas encontrei pessoas maravilhosas no caminho que me deram muita força e ajudaram. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Não se calem, não deixem que passem por cima de você e não desistam de ser quem vocês são. O caminho realmente não é fácil, mas é somente a nossa luta que vai mudar essa realidade, temos que fazer por nós e também por outras pessoas para que no futuro as coisas se tornem “normais”, como realmente são e deveriam ser. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Ser uma pessoa trans é absolutamente normal e isso não diminui em nada meu caráter, minha capacidade, meu talento e minhas conquistas. Vocês aceitando ou não, vamos cada vez conquistar e ocupar mais espaços e mostrar nosso valor. Somos dignas de respeito como qualquer pessoa cisgênero. LINKEDIN INSTAGRAM FACEBOOK



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