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Transformadores

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Post 30

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Superior incompleto em Comunicação Social, Cursando Técnico em Adm. Membro do Comitê Municipal de Saúde LGBTI, atualmente estou como Educadora de Par no Projeto PrEP 1519 uma parceria entre a FMUSP e o CTA Henfil, também atuo como Agente de Prevenção Sexual levando insumos de prevenção e orientando as profissionais do sexo da Região Central da Cidade de SP sobre dúvidas relacionadas as praticas sexuais e também atualizando sobre os serviços e as politicas públicas relacionadas saúde. Sou ativista, ministro palestras, workshops, sensibilizações e apoio a questões políticas e sociais não apenas sobre trans e travestis, mas da comunidade LGBTQI+ em geral. Tenho mais de 5 anos de experiencia no Terceiro Setor, iniciei minha carreira profissional aos 16 anos, passei por diversas funções, entre elas: Panfleteira, Vendedora, Agente de Organização Escolar, Faxineira, Recepcionista, Assistente Administrativa, Artesã, Operadora de Caixa, Garçonete, Hostess, Articuladora Social. Sou uma pessoa pró ativa, com senso de urgência e que encara o resultado de um trabalho como produção e comprometimento. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Os maiores desafios são os altos e baixos e a relação interpessoal com pessoas de diferentes compreensões e estilos de vida que por muitas vezes foram e são contrárias a minha trajetória e visão sobre o Mundo e as pessoas. De ante mão as maiores conquistas foi poder transformar pessoas e lugares por onde passei e quebrar estereótipos tão estruturados e institucionalizados que a nossa população é encarada. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Não apenas teve, como continua tendo. O fato de pertencer a uma identidade não cis te coloca em questão e em exposição o tempo todo, os subjugamentos e os rejulgamentos que nos submetem é constante. Enfrentar isso como um desafio para uma mudança social requer muito jogo de cintura e estrutura mental. Mas é necessário, se de fato queremos um avanço e que as novas gerações não sejam submetidas da mesma forma como nós fomos e somos, é necessário não abaixar a cabeça e não se calar mediante a tantos despautérios. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Que se façam presentes em todos os lugares e espaços, mesmo aqueles onde não nos querem e somos menos aceitas. É importante sermos vistas e ocupar todos os segmentos dentro dessa “Cisciedade” para que compreendam que acima de tudo somos humanas e temos os mesmos Direitos que qualquer um! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Para se aproximarem de corpos que não sejam cis e abrirem mão dos rótulos e dos estigmas e que não apenas nos deixem livres para ser quem nós somos, mas que nos convidem para um almoço de domingo em suas casas junto de suas famílias, pro happy hour no final de expediente, sentem ao nosso lado no metrô e parem de nos olhar na rua como se fossemos aparições. INSTAGRAM FACEBOOK



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