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Transformadores

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Post 50

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Tenho superior incompleto em DIREITO e GASTRONOMIA. E sou formada em TEATRO pelo Teatro Escola Célia Helena. Sou mulher trans, militante feminista, nascida em Itapetininga, interior de SP. Desde criança fui incentivada pela minha avó paterna a recitar versos e a soltar a voz com os lp’s dos anos 80. Aos 14 anos ingressei no Teatro Amador, o saudoso Grupo Théspis e realizei minha primeira peça: Semiópera Introitus. Aos 21 anos larguei a faculdade de Direito para ir para São Paulo ingressar no Teatro Escola Célia Helena em busca da minha profissionalização. Participei de vários grupos de Teatro dentre eles Profana Trupe idealizado por Valeria Marchi, Erika Boston e Marco Plá, que hoje em dia ministra a Teatraria em Porto Alegre; Cia Antikatartika Teatral, Pessoal do Faroeste, Coletivo Negro e Teatro do Indivíduo que ano passado encenou Entrega para Jezebel com a cantora e atriz Valéria Barcellos. Transito também no Audiovisual onde fiz o curta metragem Lugar pra Ninguém e tem mais dois longas metragens prestes a estrear. A poesia me acompanha desde sempre em meus caminhos e há dois anos e meio, tornei-me membro integrante do grupo Feminista Amigas do Samba e atuo como colunista no Jornal Empoderado em SP. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Acho que como mulher trans eu poder ser quem sou já é uma felicidade. Conquistei como mulher convites para trabalhar em peças teatrais, participação em lives, curadoria de cinema, assinar coluna em Jornal on line em São Paulo, transitar pelo audiovisual. Apesar de toda transfobia que sofro no meu cotidiano, muitas vezes até dentro do núcleo familiar, é muito difícil se assumir socialmente mas como fazer? Sou o que sou e ponto. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Todo processo transformador demanda uma certa complexidade devido a nossa sociedade. Eu venho de uma família conservadora e é claro que isso bem ou mal interfere totalmente em nossa essência mas o mais importante é você não desistir de suas escolhas e de ser quem você é. A partir do momento que você vai buscando entendimento e respostas sobre você, digamos que as coisas começam a ficar mais claras e mais suave. Eu entendo isso tudo como uma construção diária. Eu costumo dizer que passar um batom e sair na rua, é um ato político e social. É uma das maiores provas de coragem que se pode ter, pois estamos sujeitxs a piadinhas…deboches e até xingamentos e até agressões físicas e morais. Mas temos que enfrentar tudo isso de cabeça erguida e seguir em frente. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Nunca desista de você. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Tenham respeito e empatia pelas causas trans. Somos seres humanos como qualquer um de vocês. Busquem informação antes de nos atacar. Façam o exercício de se colocar no lugar do outro. Tenho certeza que será uma experiência arrebatadora. INSTAGRAM FACEBOOK



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