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Transformadores

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou roteirista, diretora e atriz de teatro, tv e cinema. Sou autora, diretora e atriz. Reconhecida como a primeira roteirista trans da tv brasileira com a série Sessão de Terapia (2019) do Globoplay e GNT, tendo sido indicada ao Prêmio ABRA de Roteirista do Ano por esse trabalho. A série também foi indicada como melhor série de drama ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro e ao Prêmio ABRA. Escrevi o curta metragem 35 (2019) ganhador do troféu de bronze de melhor roteiro no festival El Ojo de Iberoamerica na Argentina, do Inclusive and Creative Awards Campaign nos Estados Unidos e top 5 no Berlin Commercial na Alemanha. No teatro criei peças como “Transtopia” (2019) no Theatro Municipal de São Paulo, sendo a primeira diretora trans convidada pela instituição, e “Carne Viva” (2015), encenada em Portugal. Ganhou o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo com “Kiwi” (2016) com sua tradução e direção. Sua dramaturgia teatral está publicada em livros como a coleção Primeiras Obras (Imprensa Oficial, 2009) – finalista do Prêmio Jabuti de Literatura -, Teatro (Chiado Editora, 2015) e a antologia Dramaturgia Negra (Funarte, 2019). Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Sendo uma mulher trans e negra, apesar de ter feito a transição social de gênero quando já tinha conquistado algum reconhecimento profissional no teatro, eu sempre tive de lidar com desafios estruturais sendo uma pessoa preta. Então ter construído a minha carreira é a maior vitória. O desafio segue sendo pelo reconhecimento: da minha própria mulheridade e da estatura profissional que atingi. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? É um dificultador no embate com a estrutura social transfóbica que se manifesta a todo momento em todas as situações e em todos os setores da sociedade. Às vezes passar pela recepção do prédio onde se tem uma reunião já é um grande desafio para lidar com nossa subjetividade ou opressão da burocracia. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Nós sabemos porque estamos fazendo. Por nós. Por quem veio antes de nós e aqueles que virão depois. Somos trajetória. E coletividade. Nossos dias não são fáceis, mas estamos revolucionando: nossas vidas e essa sociedade. Força e afeto! Sigamos trans-formando o mundo. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Olhe ao seu redor e veja quantas pessoas trans convivem com você, participam de seus jantares ou estão na sua lista telefônica. Pense em se aproximar de nós, não como boa ação para si, mas como oportunidade de aprender conosco e se deixar revolucionar. Escute o que temos a lhes dizer. Trans, pretos, pobres, indígenas, gordos, velhos, positivos, PCDs, ciganos… Nos escutem. INSTAGRAM LINKEDIN ABAIXO VOCÊ CONFERE MEU FILME



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