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Transformadores

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Post 76

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Professora, palestrante, atriz e produtora.  Formada em História e pós-graduação em Educação Especial, em Gestão da Educação e em Teoria do Conhecimento, a professora precisou vencer o preconceito diversas vezes.  Foi durante muitos anos diretora-adjunta de um colégio estadual de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba). Uma das únicas diretoras transexualis eleita democraticamente no ensino público no país. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Atuar, a cirurgia de redesignação, meu casamento. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? “Você tem que matar um leão por segundo. Se o hetero precisa ser o melhor, a diversidade tem que ser bilhões de vezes melhor”, diz Laysa. Até chegar à direção, a paranaense, que nasceu com o gênero masculino mas diz sempre ter se sentido mulher, afirma ter convivido com a discriminação. Na cidade natal, no interior do Paraná, enfrentou rejeição da família e foi demitida do colégio católico em que lecionava sob acusação de “subversão” depois de sair em público com seu primeiro vestido, aos 27 anos.Formada em história e letras e professora concursada da rede estadual de ensino, Laysa relutou antes de assumir sua identidade. “Eu sublimava toda a minha angústia com os estudos”, conta. “Eu fui execrada. Perdi tudo: amigos, emprego.” Laysa mudou-se para Curitiba, iniciou o tratamento hormonal e, quatro anos depois, fez a cirurgia de readequação genital. Para pagá-la, vendeu tudo o que tinha. Hoje, Laysa é mulher inclusive no papel –conseguiu a retificação de seus documentos em 2007, na Justiça. No Colégio Estadual Chico Mendes, onde está desde 2004, ela diz que enfrentou preconceito especialmente dos colegas de trabalho. “Eram risinhos, chacotas. O pensamento de algumas pessoas era assim: como que pode travesti dando aula? Travesti tem que estar na prostituição, e não aqui.” A discriminação, segundo ela, foi vencida aos poucos, às custas de trabalho. “Ela sofreu, mas sempre mostrou que, em primeiro lugar, era uma educadora”, conta a colega Gisele Dalagnol, que elogia a pontualidade e o comprometimento de Laysa. “Para o meu filho, ela é a melhor professora. É dinâmica, tem um jeito diferente de dar aulas”, afirma a mãe Roseli de Moraes, cujo filho de dez anos é aluno de Laysa. Hoje, Laysa é casada, dá aulas de teatro, já ganhou prêmios como atriz amadora e sonha em trabalhar em novela. “Quero que alguém tenha coragem de me chamar. (matéria da FOLHA) Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Não desista! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Ainda estou viva… INSTAGRAM FACEBOOK



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