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Transformadores

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Post 98

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou treinadora de pronúncia da língua inglesa. Eu comecei a dar aulas há 20 anos em em empresas e industrias lá no RS. Dava aulas para executivos e funcionários dessas organizações. Com o tempo eu comecei a perceber que o que limita o aprendizado da língua inglesa é o fato de que o ensino é focado em gramática e vocabulário. A produção dos sons que vão fazer um estudante falar uma língua são relegados a um papel secundário. É justamente isso que impede que as pessoas falem inglês com segurança e acuracidade. Quando nos mudamos para Brasilia há 5 anos, eu mergulhei no estudo da pronuncia, ritmo e entonação do inglês. Os resultados têm sido maravilhosos, mas ainda há muito a se fazer para que a pronuncia seja incorporada ao ensino. Eu acho que esse é meu papel atualmente. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Seguramente, poder ser quem eu sempre fui sem ser jogada à margem da sociedade. Meu processo transformador ocorreu enquanto eu dava aulas dentro de organizações. Saber lidar com o medo, as incertezas, as inseguranças do que isso representava para mim e para quem está do meu lado (ou não) foi um grande desafio. As estórias são muitas, mas o resultado é que eu sou uma pessoa segura da minha escolha e eu (me) agradeço por ter me permitido viver toda a felicidade de ser quem eu sou. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Meu processo transformador começou ha 15 anos, portanto, enquanto eu estava fazendo esse trabalho. Então, absolutamente, sim. As pessoas têm medo do que é diferente, têm medo do que representamos para as suas próprias inseguranças. De qualquer forma, eu não troco jamis o que me tornei em favor do que eu era…. Eu acho que seria importante falar de alguns momentos marcantes: – como meu retorno ao trabalho depois das cirurgias – minha entrada no refeitório da empresa, sendo recebida pelo silencio assustador de umas 300 pessoas olhando para mim (me assustou, mas me deixou forte!) – o apoio de muitos e o afastamento de outras pessoas; o julgamento negativo que demoramos a aprender a dar-lhe seu devido lugar; – que passar por uma transição é algo muito profundo e que precisamos contar com pessoas e, além disso, não nos vitimizarmos por outras tantas que não conseguem nos acompanhar nesse caminho Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Que sejam profissionais antes de tudo. As empresas cada vez mais estão incorporando diversidades nos seus quadros. Nós que já estamos dentro, precisamos alargar esse caminho e mostrar que antes de ser transgênero, somos humanas, cidadãs. Para a sociedade, qual recado você deixaria? A diversidade nos faz fortes, resistentes e capazes de lidar com as transformações do mundo. Olhar o outro é olhar para nós mesmos. Antes de pensar em aceitar, deve se começar a respeitar. INSTAGRAM MEU SITE PARA AULAS DE PRONÚNCIA DA LINGUA INGLES



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