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Pesquisa

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7 em cada 10 afirmam que situação financeira afeta produtividade

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Postado:

Fonte:

05/04/22

Valor Econômico

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Nove em cada dez funcionários (91%) concordam que as empresas precisam estimular e ensinar sobre educação financeira, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Creditas @Work com 1.500 pessoas. “Entendemos que, por mais que as pessoas consigam ter acesso a ferramentas que ajudam a tornar sua situação monetária mais saudável, muitas vezes não sabem como utilizá-las”, afirma Viviane Sales, vice-presidente da Creditas @Work. “O papel do RH mudou e hoje ele precisa ser um aliado do funcionário também na questão financeira”, defenda a executiva.

 

O mesmo levantamento mostrou que 45% dos funcionários dizem que a empresa onde trabalham oferece acesso ou apoio à educação financeira. “É essencial que haja uma preocupação em ensinar o ‘como’ antes mesmo de oferecer benefícios financeiros aos colaboradores ou ter um acompanhamento em todos os processos, seja com pesquisas, webinars ou outros tipos de comunicação”, explica Sales.

 

Para ela, é papel das empresas atuar nessa frente. “Trata-se de uma questão de empatia e de estar junto ao colaborador nos momentos em que ele mais precisa”, diz. “Se o colaborador sente que não tem o apoio da empresa em momentos difíceis, irá buscar modalidades de crédito que podem o prejudicar ainda mais e até cogitar mudar de emprego ou de carreira que tenham maior reconhecimento financeiro, mesmo que não seja sua real intenção.”

 

O levantamento, aliás, indica que 82% dos pesquisados cogitam ter outro trabalho para complementar a renda atual em função de sua atual situação financeira. E 74% dizem que sua situação financeira afeta sua saúde mental e produtividade no trabalho.

 

“Para os funcionários que estão com algum tipo de problema financeiro, receber ajuda da empresa onde passam a maior parte de seu tempo se torna um alívio e uma iniciativa fundamental para recuperar sua saúde mental e financeira”, diz Sales.

 

Desse ponto de vista, a executiva afirma que oferecer educação financeira aos empregados é também uma questão estratégica para a empresa. “É um benefício que ajuda não só com atração e retenção, mas também com o bem-estar do colaborador”, diz. “Sabemos que colaboradores preocupados com endividamento chegam a gastar 1,5 horas do dia tentando endereçar esses problemas e em 81% dos casos apresentam sintomas físicos como ansiedade e insônia.”

 

Contas atrasadas e endividamento

 

Para 42% dos entrevistados, sua situação financeira melhorou nos últimos seis meses, enquanto para outros 42% se manteve igual. Para 16%, piorou. Na faixa etária entre 41 e 55 anos, a piora alcançou 24% dos entrevistados.

 

O endividamento, segundo a pesquisa da Creditas @Work, é comum entre os trabalhadores CLT. Da amostra, 63% têm 50% ou mais da renda comprometida com dívidas, sendo que 18% têm 100% ou mais. Diante disso, um quarto dos respondentes possuem contas em atraso por mais de 90 dias, sendo que a fatura do cartão de crédito é a conta mais atrasada, mencionada por 46%, seguido por contas básicas como de luz (28%) e água (24%).

 

Sales comenta que hoje se fala muito na importância de oferecer iniciativas que promovam o bem-estar do funcionário, mas a verdade é que ainda se fala pouco em cuidar da saúde financeira dos empregados – um cenário que vem mudando. “Os RHs percebem cada dia mais a necessidade de oferecer soluções que ultrapassem os benefícios tradicionais, como vale-refeição, alimentação e transporte. Os profissionais estão buscando companhias que também ofereçam suporte em outros aspectos de suas vidas, como saúde mental e financeira”, afirma.

 

De acordo com a pesquisa, benefícios como educação financeira (74%), previdência privada (59%), antecipação salarial (56%) e crédito consignado (49%) têm sido cada vez mais valorizados pelos funcionários. “Notamos que os profissionais buscam por empresas verdadeiramente parceiras, que mostrem na prática que estão preocupadas em ajudá-los nos momentos difíceis e de acordo com suas necessidades.”

 

O levantamento da Creditas @Work ouviu homens e mulheres de todas as classes sociais, de todas as regiões do Brasil, com idade entre 18 e 55 anos e que trabalhem atualmente em emprego com carteira assinada (regime CLT). As pesquisas foram coletadas entre 30 de dezembro de 2021 e 13 de janeiro de 2022.

 



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