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Transformadores

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Post 165

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Superior incompleto, cabelereira e articuladora Social do Projeto Séfora’s. Minha história de vida começa em torno de meus dezoito anos de idade quando já estava na Faculdade e tive a oportunidade de conhecer e participar do Projeto Rondon, que foi um divisor de águas, logo em seguida fui convidada pra participar de um concurso de beleza, de onde sai vencedora e com a necessidade real de fazer algo pela minha comunidade, pois o quadro que se apresentava era cruel, mortes todos os dias. Então lancei o MHB MOVIMENTO HOMOSSEXUAL DE BELEM, o primeiro movimento gay de Belém do Pará, com o suporte do prof. Luiz Mot, depois de algum tempo e estabelecido, vim pra São Paulo, onde continuei o trabalho de militância junto aos Fóruns estaduais e municipais de Travestis e Transexuais, depois de algum tempo, tive a oportunidade de viver novamente um divisor de águas, que foi conhecer o evangelho Inclusivo, onde a partir de então, tenho feito um trabalho de evangelização e Inclusão e acolhimento Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? A maior conquista tem sido o Acolhimento e a Inclusão Radical de minha Comunidade de Travestis e Transexuais, na minha militância religiosa e social, consegui a proeza de ser excluída do evangelho Inclusivo de outra denominação e agora estou dentro de outra denominação tentando dar continuidade ao trabalho religioso e o trabalho social continuo fazendo nas ruas, de distribuição de 500 Refeições Solidárias para a população de rua, onde se incluem Lgbtqi’s Travestis e Transexuais, negros, mulheres, crianças e idosos. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Eu queria dizer que não teve nenhuma importância na minha trajetória, mas infelizmente, a realidade foi sempre muito cruel e pior, continua sendo, apesar dos avanços e conquistas. Agora nestes últimos dias, perdi o meu pai, que me expulsou de casa, agora, o meu irmão que é gay, minha irmã que é lésbica e minha mãe, me excluíram da partilha de bens, justamente por ser quem sou. E assim, segue a nossa vida… Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Que continuem suas lutas, que busquem se fortalecer em Deus que é uma base muito forte em nossas vidas, rumo ao empoderamento feminino, rumo à uma vida com mais dignidade e uma realidade mais justa e igualitária para a nossa Comunidade. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Um recado bem simples, direto e objetivo: podem não nós aceitar, mas não nós matem, só precisamos de respeito. Nossas vidas importam!!! INSTAGRAM CANAL PROJETO SEFORAS



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