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Transformadores

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Post 189

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Internacionalista e Assistente de Projetos do UNFPA Brasil. Sou Mestra em Gênero e Relações Internacionais pela Universidade de Birmingham no Reino Unido, com bolsa Chevening do governo britânico. Bacharelado em Relações Internacionais, quando consegui uma bolsa de mobilidade acadêmica para estudar no Canadá por 4 meses. Em 2019 fui selecionada pela Outright Action International, para participar de um curso/treinamento sobre as Nações Unidas em NYC. Sou Defensoras dos direitos humanos, ativista Travesti/LGBTI e transfeminista. Atualmente Assistente de Projeto do UNFPA Brasil para a região amazônica. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Acredito que minha maior conquista foi ter continuado viva e com saúde, mesmo diante tantas opressões e violências que sofri durante minha infância e adolescência por ser uma travesti. Além disso, ter sido a segunda travesti a trabalhar nas Nações Unidas no Brasil, depois de Jaqueline Cortes, foi uma das minhas maiores conquistas, que possibilitaram outras conquistas, como a bolsa de mestrado no Reino Unido e também a oportunidade de trabalhar em um contexto humanitário em Roraima. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Sim, super. Sendo uma internacionalista e com mestrado em gênero, sempre fui estigmatizada dentro dos espaços de decisão internacional e dentro da ONU. Sempre era vista como a trans que só tem que trabalhar com trans. Mas para além da população trans, eu tenho conhecimento técnico sobre diversas áreas de direitos humanos. Muitas pessoas não conseguiam me ver como uma profissional real e oficial de relações internacionais. Mas como alguém que entrou só por ser Travesti e pela “representatividade apenas” Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? NUNCA acreditem quando as pessoas falarem para vocês que não são capazes, que vocês estão “loucxs” por terem a coragem de serem livres das amarras cisheteronormativas que existem na sociedade brasileira. Vocês são VISIONÁRIES Para a sociedade, qual recado você deixaria? Vocês não sabem ainda, mas as pessoas trans possuem melhores habilidades do que qualquer pessoa cis. Nós pedimos igualdade porque somos educadas, mas pelo fato de vivermos 1, 2, 3.. gêneros durante a vida e devido à todos desafios que temos que superar, somos muito mais resilientes, observadores e agilizades. Só que isso é demais para a sociedade atual saber. FACEBOOK INSTAGRAM



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