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Transformadores

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Post 22

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou formado em Serviço Social mas atuo no atendimento ao cliente (CS).  Iniciei minha vida profissional aos 17 anos como aprendiz administrativo, mais adiante aos 19 comecei a trabalhar com atendimento ao cliente e embora tenha me graduado em Serviço Social e atuado como estagiário na área, o conhecimento adquirido durante a faculdade me proporcionou uma visão mais ampla da situação social e me possibilitou aplicar essa compreensão no atendimento, me voltando para empresas e processos que fossem cada vez mais humanizados não só com os clientes mas com os colaboradores. Passar por um processo de auto conhecimento, ter me entendido como homem trans e iniciado minha transição de gênero neste período também influenciou em me interessar pelo contexto de diversidade e voltar minhas próximas buscas de emprego para empresas que tivessem um cenário verdadeiramente inclusivo, o que hoje considero fator essencial. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Eu diria que existiram dois obstáculos na vida e carreira por ser uma pessoa trans, o primeiro é o externo, a dificuldade de inclusão e permanência de uma pessoa trans no mercado de trabalho que não está preparado para lidar com a diversidade acabou ferindo meu emocional diariamente e isso influenciou a parte interna, o que pra mim sempre foi a mais difícil de lidar. Ter confiança para, apesar de tudo isso, conseguir demonstrar meu potencial, me colocar assertivamente em situações incômodas sem permitir que elas me desviem dos meus focos foi e ainda é um grande desafio e uma grande conquista diária. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? A minha percepção é que, enquanto homem trans, quanto mais passibilidade cis vou adquirindo menos difícil ficou minha trajetória profissional pois tive mais oportunidades de estar em espaços e me senti em vários momentos mais “levado a sério” do que quando me apresentava como mulher cis lésbica, por exemplo. Porém a passabilidade nem sempre existiu, e enquanto ela não chegou houve bastante dificuldade na associação das pessoas quanto ao nome, pronome e “leitura social”, impedindo que eu estivesse presente ou que desse o melhor em mim em vários espaços e processos. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Um trecho da poesia Novos Dias, do Sérgio Vaz: “Não confunda briga com luta. Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.” Para a sociedade, qual recado você deixaria? Transfobia não cabe no mundo do futuro, se não entenderem isso você também não vão caber. INSTAGRAM



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