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Transformadores

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Post 33

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Tenho formação nas áreas de Administração de Empresas e Direito. Desde meus 16 anos, em 1986, quando é natural que se vá em busca só primeiro emprego que ouço recusas, mesmo sendo o melhor candidato, pq meu gênero sempre foi aparente e divergente aí esperado social. Cansei de ouvir, “nós não contratamos pessoas como você”, teve uma hora que alguma coisa quebrou dentro de mim… Eu parei de querer procurar emprego, mesmo depois de ter feito a primeira graduação as recusas persistiram e foi aí que quebrou. Afinal o que era alguém como eu? Alguém que era esforçado? Alguém trabalhador? Alguém proativo? Dinâmico? Alguém que finos boas notas? Eu não conseguia entender. A dor me levou as drogas. As drogas né tiraram a dor. E nisso passei duas décadas da minha vida. E toda a violência sofrida no mundo das drogas ainda era menor do que a violência que a sociedade me impunha. Trabalhei no que pude… Fui pasteleiro, chapeiro, ajudante de pedreiro, ajudante de eletricista, vendi coisas no farol, cd e dvd pirata, lavador de carros, e na primeira década das drogas, passei drogas pra manter o vício. Depois de 20 anos, senti a necessidade de construir algo, e aí mesmo tempo tive contato com o conhecimento da identidade de gênero. E aí tudo fez sentido. E eu sabia o nome de quem eu sempre fui. Parei com as drogas em 2010, pastel com o álcool em 2011 e com o cigarro em 2012. Em 2013 tive um acidente de moto que mudou toda a minha vida e depois de 8 meses de cama, começou fisioterapia e em 2015 eu entro para o curso de Direito. Militante atuante da causa mesmo em tempos remotos, me fortaleço no estudo do direito e tenho minha colação de grau no dia 16 de dezembro de 2019. Em breve advogado mas já atuante na área enquanto estagiário e futuro sócio de uma advogada maravilhosa que eu trabalho pra ela. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Minha vida é uma conquista atrás da outra. Pq vivi em minha identidade desde os 5 anos de vida. Tenho 49 sou o reflexo de toda exclusão por mim sofrida e ainda assim levo em mim a alegria se viver. Logo logo advogado. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Foi toda a dificuldade da minha vida. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Não desistam de si mesmos ! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Parem de boa matar! Nos matam de tantas formas, parem!!! INSTAGRAM FACEBOOK



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