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Transformadores

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Comendadora Safira Bengell é atriz, produtora cultural e diretora artística. Uma nordestina guerreira, considerada a “Dama da Diversidade Cultural Brasileira”. Natural de Teresina, (PI), começou como colunista social. Veio ao Rio de janeiro na década de 70 e, sendo expulsa da casa de uma parente, esteve em condição de rua sendo que Alcione (a cantora) a ajudava com alimentos. Dormia onde hoje é o Sambódromo, e nas escadarias do Teatro João Caetano além de frequentes passeios na Cinelândia, pois amava ver as artistas Travestis da época. Seu ícone, Rogéria! Enveredou pelos caminhos da arte como a primeira cover de Maria Alcina (usava o nome artístico de “Maria Alcina”). Logo mudou seu nome para Safira Bengell. Participou do primeiro quadro Eles e Elas, no Clube do Bolinha. Trabalhou nos palcos das melhores casas noturnas da Praça Mauá. Trabalhou no Teatro Rival, Brigite Blair, Casanova, Bolero na Avenida Atlântica e em inúmeras casas de Espetáculos na cidade maravilhosa. casas de Copacabana e São Paulo. La Bengell é uma das mais representativas ativistas da Diversidade Cultural em nosso país e no Exterior onde também fez uma brilhante carreira nos teatros, TVs e cinema, chegando a trabalhar ao lado de Cristian di Sica, Michelle Plácido e Leo Gulota, com quem apresentou o Gay Pride Jubileu 2000, em Roma, e na Tv com Iva Zanichi, Alberto Cartanha, Máximo Gillete. Participou em desfiles de modas como o da renomada estilista Chiara Boni; foi convidada das festas na Maison de D&G, seus amigos em Milão. Nesta cidade, era sócia proprietária da famosa casa de shows de transformistas American Disaster e pelo sucesso, chegou a ganhar o prêmio de “Rainha da Noite”, concedida pela importante Revista Vip. Também fez trabalhos com os conceituados fotógrafos italianos como Sérgio Caminata e Carlos Lavatori. Em 2008, retornou ao Brasil e trabalhou como apresentadora apresentadora na TV Band (em Teresina). Safira Bengell detém o título de Comendadora, pois ela recebeu uma honraria: a medalha do Mérito Renascença, concedida pelo Governo do Estado do Piauí, pelo ativismo cultural e ações humanitárias. Lutadora, criou jurisprudência na justiça do Piauí e foi a primeira no Brasil a ter o direito de poder modificar o prenome e usar o artístico nos documentos. Atualmente, o direito estendeu-se a todos, gratuitamente. Foi uma das articuladoras da criação do Comitê Técnico de Cultura LGBT do MinC, sendo a primeira artista travesti ter assento como sociedade civil neste comitê. Safira Bengell foi a primeira artista transformista nordestina a ter lugar de destaque no cenário artístico nacional, retornou aos palcos em Teresina, no show de sua criação, LES GIRLS FOREVER, com grandioso elenco. Foi um sucesso. O espetáculo musical Les Girls Forever, traz um pouco da história e da memória das pioneiras artistas Travestis e Transformistas Brasileiras que surgiram na época da ditadura militar (anos 60/70). Revolucionárias, as Travestis (como ficaram mais conhecidas) são consideradas expressões culturais, um “fenômeno” nascido no Brasil, admirado e imitado em todo o mundo! Sucesso sui generis lotando teatros, casas noturnas nacionais e internacionais. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Ter recebido a maior honraria de meu Estado como Comendadora e sempre ter sido respeitada pela minha profissão de 45 anos em ativismo CULTURAL e os desafios é principamente agora trabalhar dignamente e seriamente. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Não teve importância nem foi dificultador. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Que estudem! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Respeitem para ser respeitados e isso vale também para as TRANS INSTAGRAM FACEBOOK



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