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Transformadores

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Formada em jornalismo, atuando como produtora cultural, cantora e apresentadora do talk show virtual Paola Comvida.  Atuando como apresentadora do talk show virtual #Paolacomvida e produtora Cultural em Amigues da Arte. Fui produtora do Museu da Diversidade Sexual durante 4 anos, produzindo espetáculos, mostras, festivais e paradas do Orgulho LGBTI+ pelo programa “Ma+s Orgulho”, programa ligado a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e Amigues da arte, que tem como objetivo apoiar ações de visibilidade e valorização da cultura LGBTIA+ pelo interior e litoral do estado de São Paulo, conhecidas como Paradas do Orgulho. Atuei na produção de 34 paradas de 2017 à 2019, atingindo um público de 384 mil pessoas. Habilidades em planejar, elaborar e executar projetos, seguindo critérios artísticos, sociais e econômicos. No ano de 2019 fui uma das protagonistas do videoclipe #sooamor da cantora Preta Gil. “ O clipe traz a história mulheres trans, verdadeiras heroínas, que estão conseguindo empregos dignos, que estão integradas cada vez mais na vida social por não terem vergonha de ser o que são, por lutarem por seus sonhos e direitos. Eu queria fazer uma homenagem positiva, que vai de um mundo em preto e branco e ganha as cores da bandeira LGBT, da diversidade e também simboliza a luta de muita gente”, diz Preta Gil. O vídeo acompanha uma série documental chamada “ Vidas Transversais” que pode ser acessada pelo Youtube. Participei do programa “Quebrando o Tabu” em parceria com a Amazon Prime Video, na série “Vidas Invisíveis” , onde 5 pessoas contam suas histórias, foi montada uma instalação em uma praça movimentada de São Paulo e pessoas que passavam por ali pra escutavam as histórias e mandavam suas mensagens. A série foi ao ar em Dezembro de 2019. Mestre de cerimônias e apresentadora em diversos eventos institucionais e privados, como seminários museológicos, Câmara de Comércio LGBT, Festival de HIP HOP de São Paulo, Miss Brasil Transex 2019 , fomentando a representatividade e existência da população trans/travesti. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Considero a afirmação de nossa existência uma grande conquista, poder pluralizar nossos corpos nos espaços é um conquista iniciada. Os desafios é a árdua tarefa de driblar o preconceito todos os dias, resistir ao CIStema opressor e lutar pela sobrevivência. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Foi algo que dificultou demais, o mercado de trabalho nunca esteve preparado para receber os corpos trans/travestis, sempre nos viram e ainda nos veem como agentes sexuais. Quando não, estamos fadadas a manipulação estrutural, sem chances ao protagonismo. Ressalto que diversidade não significa inclusão, e é o que vejo nos dias atuais, empresas e instituições disfarçando seus números em diversidade, mas sem nenhum cuidado com a inclusão dessas pessoas. Estamos no trabalho contínuo de educar a sociedade, precisamos reivindicar nosso espaço e mostrar nossa capacidade profissional. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Que nunca desistam! Somos os corpos violentados todos os dias e isso nos desanima em seguir por diversas vezes, mas precisamos pensar que estamos na missão de abrir caminhos, de construir nossas histórias pensando na transformação social. Nossas ferramentas devem ser o amor e o conhecimento, precisamos evidenciar o melhor que temos a oferecer, mesmo que muitos ainda não estejam preparades para receber. Sigamos fortes e juntes! Para a sociedade, qual recado você deixaria? Sejam empáticos, respeitem a existência do outro independente de como ela/e seja, acolham as pessoas, sejam humanos. INSTAGRAM LINKEDIN



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