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Transformadores

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Post 66

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou formada em Inglês e Produção e Gestão Cultural . Sempre trabalhei mesmo que indiretamente com arte, fosse nos palcos onde já me apresentei com shows de dublagem, fosse nos cabelos das clientes, porque sou cabeleireira de formação também, mas eu queria mesmo era trabalhar diretamente com teatro, musica, cinema, mas de uma forma a criar e produzir eventos nesse segmento No ano de 2.000 me formei em inglês pois eu morava em Foz do Iguaçu e acreditava que iria trabalhar com o turismo local, mas em 2.017 conclui um curso técnico preparatório na área de produção e gestão cultural. Desde a formação já estive a frente de eventos de desfile de moda, novela, filme, teatro, musical. Também apresento um canal de variedades no Youtube oque também me posiciona como criadora de conteúdo digital, com isso sou chamada por empresas e marcas para divulgação de seus produtos. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Na área de produção cultural passo por algumas provações, primeiro a conquista do trabalho, muitas empresas não querem a minha imagem vinculada a uma produção infantil por exemplo ou com contextos ditos “familiares”. Quando obtenho o trabalho vem a duvida do contratante e também da equipe se conseguirei entregar o produto final, então sempre há alguém tentando dizer oque tenho que fazer, me fazendo parecer café com leite. Já na área de criação digital e influencer algo similar, ou não querem a marca vinculada a uma mulher trans ou eu sou cotada para divulgar marcas adultas as quais eu me nego, parece que querem me sexualizar. Tenho ótimas parcerias que acreditaram em mim, mas sinto que poderia ir além se as pessoas me dessem oportunidades. Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Tem dois lados, houve sim e há até hoje dificuldades por ser trans, mas também noto que há uma parte das pessoas que querem nos acolher justamente por ser trans, dois exemplos em minha vida: Nunca trabalhei com turismo e fui negada por ser trans, mas o fator chave para eu ganhar minha bolsa no curso de Produção Cultural foi alem de eu não poder pagar, a minha transexualidade, a diretora chefe é uma pessoa progressista e queria dar oportunidades. Enfim um eterno cabo de guerra. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Não desista, jamais, nunca, nunquinha, de forma alguma, é seu por direito, ocupe espaço, não tire de ninguém, mas exija seu lugar ao sol. Ja realizei sonhos aos 48 anos de idade, então nunca é tarde. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Nos deixem viver, nos deixem falar por nós mesmos, ouça nossas dores, tente entender, nos deem oportunidade de apresentar nossos trabalhos, nos deixe terminar nossos estudos e o mais importante que cabe tudo isso, nos respeite. As pessoas contratantes devem ter o entendimento que a sociedade esta agora abrindo as portas lentamente para q nós pessoas trans ocupemos os espaços, então precisam saber que não vivíamos em sociedade antes, é tudo novo, haverá conflitos e não nos julguem por ser trans e sim por termos vivido até agora a margem. INSTAGRAM MEU CANAL NO YOUTUBE



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