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Transformadores

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Post 79

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Postado:

Fonte:

05/08/22

Somos Diversidade

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Sou  Assistente Social. Sou Iyá Fernanda de Moraes da Silva, Mulher Transexual Negra, Feminista, Iyálòrísá de Candomblé da Nação Ketu, Iyá Oyálódè Itálóbá (ómó Oyá e Sángò), Bacharel em Teologia pelo IBADAM (Instituto Bíblico da Assembleia de Deus no Amazonas), Bacharel em Serviço Social pela UNESP de Franca-SP, Pós Graduada em Direitos Humanos e Sexualidade pela UERJ, iniciada para o Òrísá em Manaus/AM em fevereiro de 1993 no Ilè Asé Òpò Mèssàn Òrún, filha do Babálòrísá Gilmar Pereira, Babá Sesú Toyan, neta do Babálòrísá Ribamar de Ayrá, Babá Obápaòsí, bisneta do Babálòrísá Lídio Mascarenhas de Òsògiyàn, Babá Omi Giyàn (in memorian) da ilha de Itaparica/BA. Radicada em São Paulo desde 05 de janeiro de 1997. Estou como Secretária Executiva Geral da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), Coordenadora Estadual do FONATRANS (Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros) em São Paulo e Coordenadora Adjunta do Fórum Paulista LGBT. Sofri um AVC isquêmico em agosto de 2016 e ainda tenho algumas sequelas neurológicas na minha mão direita e na minha e por causa dessa deficiência não estou trabalhando atualmente. Quais as maiores conquistas e os maiores desafios em sua vida/carreira? Ter uma vida digna aqui em São Paulo foi meu maior desafio enquanto Mulher Transexual porque quando cheguei em na capital paulista a população das Mulheres Transexuais e das Travestis brasileiras não tinham nenhum direito conquistado e como participante e atuante nos movimentos sociais organizados conquistamos vários direitos, inclusive o direito de retificação de documentos junto ao STF (Superior Tribunal Federal). Ser uma pessoa trans foi dificultador ou não teve importância nesta sua trajetória? Toda Travesti ou Mulher Transexual tem alguma dificuldade na vida, ainda mais sendo negra e da região norte do Brasil. Apesar de já estar fazendo faculdade de Medicina tive que me prostituir nas ruas de São Paulo porque não conseguia estágio na minha área e muito menos emprego formal com carteira registrada, exatamente por causa do meu antigo nome de registro. Para as pessoas e profissionais trans, que recado você deixaria? Nunca se deixe abater por nenhum obstáculo. Lute para que você realize seus objetivos e seus sonhos sejam concretizados. Para a sociedade, qual recado você deixaria? Sou uma Mulher Transexual Negra como qualquer outra mulher e cidadã brasileira. INSTAGRAM FACEBOOK



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